UM ALTO RISCO POR ALGUNS DIAS DE FOLIA


Campanhas do Governo Federal – no rádio, tevê e internet – incentivam o uso de preservativos durante as festas de Carnaval, como prevenção à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Foram investidos 14 milhões de reais nessas campanhas. 

O objetivo é fazer com que os “foliões” se protejam caso escolham praticar sexo com pessoas desconhecidas, como acontece normalmente nos dias de folia.

Nem todos os que o fazem, entretanto, lembram-se ou aceitam se proteger, apesar de todo o investimento alertando sobre a necessidade disso. 

São pessoas que colocam em risco a saúde e a própria vida.

De acordo com a rede Delboni Medicina Diagnóstica, o número de pessoas que fazem exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis aumenta nas semanas que seguem o Carnaval.

Isso quer dizer que ou as pessoas apresentam sintomas ou estão preocupadas com as atitudes tomadas durante as festas. 

Além das DSTs, outros problemas, como a mononucleose infecciosa (doença transmitida pelo beijo), também ganham evidência nessa época do ano.

Em média, as pessoas trocam 250 diferentes vírus e bactérias a cada beijo.

E nem todos se valorizam o suficiente para pensar nisso durante as festas. 

VALE A PENA SE ARRISCAR? 

Muitas pessoas valorizam muito mais a alegria passageira das festas carnavalescas do que o seu bem-estar.

Mas o que fazer após descobrir que “ganhou” uma doença, por exemplo?

Como agir ao se arrepender por ter se entregado totalmente a um desconhecido que, posteriormente, pouco ou nenhum valor lhe deu?

E se a relação gerar uma gravidez indesejada?

“Muitos homens e mulheres são contaminados por doenças sexualmente transmissíveis.

Jovens perdem a virgindade sem ao menos conhecer o parceiro”.

“Não são poucos os casos de mulheres que, após o Carnaval, sujeitam-se a clínicas de aborto clandestinas e arriscam as suas vidas.” 

Muitas pessoas abusam das drogas no Carnaval, como álcool, tabaco, maconha, anfetaminas e lança-perfumes.

Tudo isso mostra que a realidade dessa festa não é o que parte da mídia e algumas empresas gostam de mostrar.

A diversão livre, sem responsabilidade, é capaz de gerar consequências graves.

“Certamente, quando a folia acaba, os danos físicos, psicológicos e espirituais permanecem por muito tempo e, em alguns casos, são irreversíveis.

Cuidado, nem tudo que reluz é ouro”.


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